Rio 2016 é o evento com mais estratégias de redução de CO2 na última década

Parceria entre Comitê Olímpico e a DOW está mitigando 2,2 milhões de toneladas de emissões efeito de gases efeito estufa.

Por Katherine Rivas, da Envolverde – 

As Olimpíadas do Rio 2016 foram qualificadas no cenário internacional como um encontro esportivo pioneiro na aplicação de tecnologias de longa data para a redução das emissões de CO2. Com as diversas estratégias de sustentabilidade o evento inovou na área de agricultura, indústria, infraestrutura e energia renovável.

Por meio da parceria oficial de Carbono do Comitê Olímpico com a DOW, Companhia Química oficial dos Jogos Olímpicos, se estabeleceu como objetivo a mitigação de 2, 2 milhões de toneladas de emissões de gás efeito estufa durante o evento. A parceria conclui em 2020.

Este é o segundo grande evento esportivo que considera como prioridade os impactos ambientais. O primeiro foi em Sochi com as Olimpíadas de Inverno em 2014. A parceria nasceu por motivo das fortes mudanças climáticas que aconteciam em torno a estes grandes eventos esportivos. Emissões de gases efeito estufa eram produzidas em grandes quantidades com as diversas operações que envolviam a organização do evento até o fim dos jogos, tais como transporte de atletas, iluminação das arenas e emissões geradas indiretamente pelos espectadores.

Diretora Global de Sustentabilidade e Tecnologia da Dow, NicolettaPiccolrovazzi afirma que as Olimpíadas contribuirão com a redução de milhões de toneladas de gases efeito estufa hoje e no futuro. “Esta é uma situação especial que vai muito além do Rio 2016, a Dow continuará trabalhando para reduzir as emissões nas empresas e na promoção de tecnologias que permitam um avanço do Brasil em sustentabilidade” explica. Responsável pela metodologia ambiental nas Olimpíadas de Sochi, Nicoletta considera que existe uma diferencia notória com o evento em Brasil. Para ela os projetos de Sochi estavam direcionados a uma localidade específica já no Brasil a expectativa é influenciar América Latina.

Com a experiência em 2014, um plano de ação foi elaborado desde lá até o fim das Olimpíadas. O Brasil já colocou em prática algumas das iniciativas.

No setor industrial foi implementado um projeto para produzir embalagens mais leves e com plástico microespumavel, que diminuem a pegada de carbono e mantém a mesma funcionalidade. Na área agrícola 30 fazendas do Vale de Araguaia em Matogrosso foram alvo de um programa de recuperação para pastagens degradadas. Especialistas diagnosticaram e avaliaram a composição das pastagens e as amostragens de carbono necessárias para recuperação dos terrenos. O projeto que nasce no contexto das Olimpíadas terá uma duração de mais 10 anos.

Já na área de infraestrutura é possível ver novos sistemas construtivos com tecnologias de isolamento térmico, núcleos isolantes e paneis que diminuem a transmissão de calor em ambientes internos e externos. Com a utilização de espumas de poliuretano, esta tecnologia está sendo aplicada em sistemas construtivos comunitários tais comoshoppings, aeroportos e supermercados. Os ganhos de energia nas edificações brasileiras podem chegar a 40%, tornando-as mais seguras e com menos emissões de carbono.

Paneis de isolamento térmico são um legado do Rio para os sistemas construtivos Foto: Arquivo DOW

 

Na visão de Julio Natalense, gerente de Sustentabilidade para Operações Olímpicas da Dow no Rio 2016, o Brasil tem hoje um grau de conscientização alto sobre sustentabilidade. Avaliando a sua matriz energética e uso de energia eólica é possível ver diversas as tentativas de inserção de projetos de sustentabilidade na comunidade, no entanto, o especialista considera que ainda é preciso provocar interesse nas gerações futuras.  “Precisamos propiciar experimentação. O jovem não tem como saber do tema se não lhe foi dada a oportunidade de conhecer” defende.

“Sustentabilidade precisa aproveitar do engajamento que Esporte produz” Nicoletta Piccolrovazzi . Foto: arquivo twitter

 

Entre as iniciativas de conscientização e educação, no contexto esportivo, a Dow criou o programa Transforma destinado a estudantes de escolas públicas. O objetivo é despertar o interesse dos jovens por esporte, ciência e mudanças climáticas.  A iniciativa já beneficiou 7 milhões de alunos dos estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo e está disponível em uma plataforma online para todo o Brasil.

O curso incentiva o gosto pela ciência através do esporte e mostra conteúdo relacionado a mudanças climáticas e emissões de carbono com exemplos reais das Olimpíadas no Rio.

Nicoletta Piccolrovazzi entende o poder do esporte como uma chance de realizar mudanças de sustentabilidade em uma determinada região geográfica. Para ela as Olimpíadas Rio 2016 terão um legado poderoso com novas tecnologias a serem aplicadas nos próximos anos.

A Dow vê no Brasil hoje uma fonte rica em recursos e estratégias para América Latina. Os especialistas acreditam que o programa beneficiará não somente a região, porém o mundo todo. Os projetos elaborados no contexto prévio as Olimpíadas contaram também com a participação de clientes da Argentina, México, Colômbia e Guatemala. 

Para a empresa esporte e sustentabilidade são hoje a nova aliança para eventos futuros. A Parceira oficial do Comitê Olímpico confirma que participará também das Olimpíadas da Juventude em Buenos Aires e os Jogos Pan-americanos de 2018 em Peru.

“Os projetos elaborados para o Rio e as Olimpíadas foram uma iniciativa fundamental para gerar mudanças importantes” explica Nicoletta que manifesta por onde for seu orgulho pelo Brasil como sede de uma experiência inovadora internacionalmente. (#Envolverde)

Fonte: Envolverde

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